Em Dia Nacional de Luta, aula pública sobre educação e democracia é realizada em Jundiaí

Em Dia Nacional de Luta, aula pública sobre educação e democracia é realizada em Jundiaí
12 de maio de 2016 Assessoria de Imprensa

Na última terça-feira (10), a Frente Brasil Popular – Jundiaí & Região organizou uma aula pública com Luciano Pereira, professor da Faculdade de Educação da Unicamp, no Escadão ao Lado da Câmara Municipal de Jundiaí, para discutirem a educação pública e o cenário político atual. Participaram cerca de 80 pessoas entre estudantes, representantes sindicais, de entidades associativas, movimentos sociais, políticos e culturais.

A abertura foi realizada pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Douglas Yamagata, que aproveitou a oportunidade para enfatizar as ações realizadas no Dia Nacional de Luta. “Assim como na educação, diversos setores do país estão sofrendo com o golpe. Com isso, sofrem os estudantes, os trabalhadores, os aposentados e toda a sociedade. Vivemos um momento onde a democracia está sendo atacada e precisamos nos unir para não termos resultados ainda piores”, defendeu.

aula publica1O professor Luciano Pereira, iniciou o debate tratando do autoritarismo na educação. “O autoritarismo tem afetado todos os agentes da comunidade escolar. Estamos vivendo um tempo em que os números, os rankings e os bônus são mais importantes do que o trabalho humano e o aprendizado”. E acrescentou que “o aluno não tem mais direito a se manifestar, a analisar as situações de forma integrada na sala de aula, pois as disciplinas se quer dialogam umas com as outras.”

A estudante e militante feminista, Flávia da Silva Rabelo Nobre, de 17 anos disse que a aula pública serviu como um canal a mais para propagar as ideias já fomentadas pelos secundaristas. “Nos permitiu uma base mais teórica e bem estruturada para a luta pela educação de qualidade. Foi um espaço incrível pra quem não está inserido no sistema de educação entender como nos sentimos, o que passamos e o porquê estamos fazendo tudo isso. Minha mãe é professora de ensino básico e também esteve presente e ela relatou que enxergar tudo o que a acontece pela perspectiva do aluno. Por isso, essa troca entre professor e aluno é extremamente importante para fortalecer a luta.”

Durante os questionamentos dos participantes sobre as manifestações e ocupações dos estudantes, Luciano ponderou que “estes atos serão o reflexo do futuro do nosso país. No início das ocupações, pude perceber que havia uma grande dificuldade dos estudantes em se articularem politicamente e se organizarem, justamente porque não haviam outros espaços em que eles pudessem experimentar isso. Mas esse obstáculo foi superado rapidamente, com quebra de cultura, com opiniões e discursos bem fundamentados”, contou.

E finalizou dizendo que “quando ações são feitas, mesmo que por movimentos sociais e culturais ou organizações não governamentais, mas que se deve seguir as regras deles, isso não se configura democracia. A democracia só existe quando há conflitos e debates no cotidiano das pessoas, nas instituições e no movimento público.”

Fonte: PT Jundiaí

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