Idec classifica prêmio a Alckmin como “afronta ao povo brasileiro”

Idec classifica prêmio a Alckmin como “afronta ao povo brasileiro”
24 de setembro de 2015 Assessoria de Imprensa

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) considerou o prêmio concedido pela Câmara dos Deputados ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), por boa gestão hídrica, uma “afronta ao povo brasileiro”.

A indicação de Alckmin ao Prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação 2015 foi feita pelo correligionário João Papa (PSDB-SP).

Para o gerente técnico do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira, em entrevista à Rede Brasil Atual (RBA), o prêmio representa apoio à “leniência e à omissão total”. Ele lembrou que a crise hídrica não é inesperada e o enfrentamento em São Paulo tem sido, tecnicamente, “o pior possível”.

“O deputado que concedeu o prêmio não sabe do que está falando. Nenhuma das medidas que ele tomou tem nada de revolucionário nem de boa gestão. Ele demorou para implantá-las e ainda tem a pachorra de dizer que fez interligação de sistemas”, declarou Oliveira.

Durante reunião dos Conselhos Comunitários de Segurança da Grande São Paulo (Consegs), na quarta-feira (23), Alckmin declarou que a indicação seria merecida.

Oliveira ainda acusou a falta de investimento do governo de São Paulo e colocou em xeque a qualidade técnica das obras, além do atraso.

“Nós sabemos que as obras são bem duvidosas do ponto de vista técnico. Além disso, não existe investimento. Na cidade de São Paulo, só 27% do esgoto é tratado. É uma vergonha”.

Operando com a 2ª cota do volume morto, o nível do Sistema Cantareira, nesta quinta-feira (24), está em 16.1% de sua capacidade para abastecer cerca de oito milhões de pessoas na capital.

Em agosto, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) responsabilizou três gestões Alckmin pela crise de abastecimento de água. Segundo o TCE, o governador vem sendo alertado do iminente colapso hídrico desde 2003. Ele assumiu o governo em 2001, com a morte do então governador Mário Covas, e foi eleito governador em 2002.

Por Guilherme Ferreira, da Agência PT de Notícias, com informações da Rede Brasil Atual (RBA)

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