Mulher na política? Sim!

Mulher na política? Sim!
20 de novembro de 2017 PT Jundiaí

Em 3 de novembro de 1930, instituiu-se o Dia do Direito do Voto da Mulher. Entretanto, foi só com a promulgação da Constituição Cidadã, em 1988, que a questão “igualdade de gênero”, incluindo na política, foi aventada no Brasil.

Entretanto, quase 30 anos se passaram desde a promulgação e essa igualdade está distante de ser uma realidade no Brasil, apesar das mulheres representarem a maioria da população e do eleitorado do País, além de representarem um grande peso na População Economicamente Ativa – PEA.

De acordo com os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, 52,13% dos eleitores, aptos a votar nas eleições municipais de 2016, foram mulheres. Porém, ao analisarmos a representação feminina na política, concluímos que as mulheres não estão no mesmo patamar que os homens.

Jundiaí é um bom exemplo disso, já que nas eleições municipais do ano passado, em que pese o grande número de candidatas, nenhuma mulher foi eleita para a nova Legislatura. Aliás, Jundiaí é uma cidade conservadora também no quesito “política feita por mulheres”, pois as legislaturas anteriores sempre tiveram escassa representatividade feminina.

É certo que as legislações eleitorais tentam avançar com regras que visam incentivar a participação feminina na política em busca da igualdade de gêneros. Mas para além de garantir legalmente o número de vagas para mulheres, é necessária uma maior consciência (principalmente entre as próprias mulheres) de combate a um sistema patriarcal e machista que ainda relega a população feminina à condição de inferioridade em relação à masculina.

Um exemplo desta condição de inferioridade observamos nas candidaturas femininas fictícias, com a única intenção de cumprir cotas.

Assim, combatendo este sistema opressor, podemos conferir às candidatas as mesmas condições, o mesmo lugar de fala, o mesmo espaço político e a mesma igualdade de oportunidades, garantidores da necessária representatividade política feminina.

Além do mais, é inegável que as mulheres têm muito a colaborar na construção da democracia e da cidadania plenas, pois dentro da política terão a oportunidade de agregar as suas experiências de vida e sensibilidade na elaboração de leis e políticas públicas que permitam a consolidação da igualdade de gênero e, por consequência, de maior Justiça Social. Portanto, à luta, mulheres!

 

* ROSE GOUVÊA é advogada, filiada ao Partido dos Trabalhadores, militante LGBT de Jundiaí há 12 anos e presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB de Jundiaí