Não vai ter golpe, mesmo!

Não vai ter golpe, mesmo!
29 de março de 2016 Assessoria de Imprensa

Por Lucas Forlevisi

Juventude do PT

Na década de 90, quando o PSDB governava, o país tinha mitológicos unicórnios cavalgando no sempre florido jardim brasileiro e a corrupção só existia em terras longínquas, como em Cuba, por exemplo.

Ora essa, a argumentação contraditória parece mesmo abrigar as ideias do deputado federal Miguel Moubadda Haddad…

Em seu último artigo no Jornal de Jundiaí, o atual “líder” da oposição, mostra estar ofendido por ser categorizado como golpista e atribui à presidenta Dilma e ao PT, tudo aquilo que ele próprio e seu partido vem praticando nessa nação. – Aqueles que querem apagar incêndio com gasolina, não são outros, senão seus próprios correlegionários que ainda não aceitaram o resultado das urnas; Miguel!

Em um texto que beira o enjoo, o tucano ricaço dos 11,3 milhões declarados, se propõe ao convencimento de que nomear e encarar o atual processo de impeachment como um golpe, seria um erro, por estar ancorado em bases legais e constitucionais em todas as nossas instâncias de poder. O esforço continua, quando de maneira irresponsável e golpista, vincula tal pedido de impeachment, aos acontecimentos da operação Lava Jato, dando entender ao leitor desatento, que tais temas caminham em unidade. Não para por aí, para se superar em qualquer quesito de desonestidade, insinua que a defesa da democracia, seria uma estratégia para impedir a continuidade das investigações.

Em inconformado tom, gostaríamos então, que fossem listados os crimes praticados que justificam o impedimento da presidenta. Não  havendo, ainda que o deputado esperneie ou não, a única categoria que se enquadra em tal processo é a de um golpe. Um golpe que parte daqueles que não respeitam o rito democrático, que tem desprezo pela nossa história, e, que essencialmente, incomodam-se com a interferência mínima nos privilégios que sempre assentaram essa nação.

No ano de 2014, a presidenta Dilma foi reeleita com 54.501.188 milhões de votos, desde então, a turma do Miguel, insiste em se posicionar contrária à quaisquer políticas governamentais, e, aliados aos setores mais retrógrados e conservadores desse país, inviabilizam o exercício da governança, na prestação de um claro desserviço ao povo brasileiro. Não existe legitimidade no pedido desse impeachment, justamente por não haver legitimidade na oposição sistemática que coloca interesses eleitoreiros e pessoais na contramão dos interesses de desenvolvimento do Brasil.

Nos tantos anos em que o PT governa esse país, sempre se respeitou a autonomia dos poderes, portanto é inadmissível que se escreva em um veículo da imprensa que a luta pela continuidade do mandato da presidenta, seja uma tentativa de inibir e atrapalhar quaisquer investigações de práticas corruptas e corruptíveis. Se o deputado quer falar em silenciar investigações, falemos então, do recente anuncio de congelamento das investigações do chamado “Escândalo do ICMS” no Estado de São Paulo, que é suspeito de desviar incertos milhões de reais dos cofres públicos.

A oposição da qual Miguel faz parte é irresponsável, por ter todos os seus atos fundamentados no desprezo à luta da qual seu próprio partido fez parte, não exercendo o papel de uma oposição séria e democrática, mas sim que se coloca como representante oficial do retrocesso.

Se o deputado não quer ser chamado de golpista, que não haja como tal.

Não vai ter golpe, mesmo!

Lucas Forlevisi
www.facebook.com/lucas.forlevisi

 

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