Paulo Henrique Amorim divulga “O Quarto Poder” em Jundiaí

Paulo Henrique Amorim divulga “O Quarto Poder” em Jundiaí
30 de março de 2016 Assessoria de Imprensa

 “O programa dos golpistas é rever a CLT, privatizar o SUS, privatizar a Petrobrás e acabar com os projetos sociais”, diz Amorim

 

Equipe Tarantina

 Um dos jornalistas mais influentes do país, Paulo Henrique Amorim participou de noite de autógrafos do seu recém-lançado livro “O Quarto Poder: Uma outra história”, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e Região, nesta segunda-feira (28). Apresentador do Domingo Espetacular, da Rede Record e a voz do blog “Conversa Afiada”, Amorim também realizou palestra para avaliar o atual momento do Brasil.

 

Segundo o jornalista, o que está em jogo no momento é o projeto do governo denominado ‘Uma ponte para o futuro’, apresentado pelo PMDB, que tem como principal objetivo a retirada da presidente Dilma Rousseff do poder e a tentativa de golpe. Tal projeto mostra o quanto não há futuro, pois busca nas entrelinhas extinguir as vinculações orçamentárias, privatizar a Previdência Social, transferir o Sistema Único para uma Organização Social e acabar com programas sociais como o ‘Minha Casa, Minha Vida’ e o Bolsa Família”, afirmou’’.

 

De forma contundente, o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí, Douglas Yamagata, que também já foi blogueiro, discursou contra o golpe orquestrado pelos partidos de direita e a imprensa tradicional do Brasil. “A oposição não teria força se não houvesse influência da mídia golpista, que coloca o país em risco de perder sua soberania. É um verdadeiro linchamento público”.

 

Amorim concordou e criticou a falta de posicionamento do Governo frente à Globo e à Veja, principais aliados da oposição para o golpe. “O que tem ocorrido é que estes meios de comunicação estão construindo realidades alternativas para se tornarem verdadeiras.  Amorim lembrou que o governo Lula e Dilma perderam a oportunidade de democratizar a mídia. “Lula me ligou certa vez pedindo para conversarmos sobre a democratização da mídia. E nunca mais se falou no assunto”, disse, ressaltando que os governos Lula e Dilma não fizeram o enfrentamento como fez Cristina Kirchner na Argentina com a TV Clarim, por meio da pressão sindical. “E essa foi a possibilidade de a Rede Globo ficar sozinha no debate político levando o país a essa situação”, lamenta Amorim.

 

O jornalista, que tem milhares de seguidores em seu blog e no Facebook, também lembrou da “pauta bomba” encabeçada por Eduardo Cunha e que surge para aniquilar com os direitos dos trabalhadores, como a terceirização sem medidas, o projeto de privatizações, que inclui a Petrobrás e o SUS e, finalmente, o fim dos projetos sociais.

 

Amorim defende que a luta de classes é a mais relevante para momentos como o vivido atualmente no país. “Estão achando que ficaremos parados enquanto eles dão o golpe. A Globo é o que é somente pelo o que não faz, ou seja, por aquilo que bloqueia. Portanto, o primeiro poder deve ser daqueles que exercem o poder do povo através do voto”, encerrou.

 

“Ponte para o passado”

“Ponte para o futuro” é o programa que o Wellington Moreira Franco, que não tem um voto, que foi candidato a prefeito em Niterói e que eu conheço muito bem por que foi meu colega de faculdade, no Rio de Janeiro […] Ele elaborou um projeto, ‘Ponte para o futuro’, para o Michel Temer. O Michel Temer é o último na lista dos deputados federais do Partido do PMDB do estado de São Paulo. Ele tem a máquina do PMDB, a máquina estadual, a máquina federal e foi o último da lista, ou seja, é outro que não tem voto. Esses dois sem voto elaboraram um programa chamado ‘Ponte para o futuro’. É o que estar em jogo neste momento. É derrubar a Dilma para instalar um governo que crie uma ponte para o futuro. A ponte para o futuro, na verdade, é uma ponte para o passado porque é a reaplicação do programa econômico que o FMI sempre teve para o Brasil e, na minha modesta opinião, já exposta no site ‘Conversa Afiada’, nada mais e nada menos, que o programa que o golpista lança ou é a boia que os golpistas lançaram para atrair o apoio dos Estados Unidos. Vocês se lembram que, em 1964, o golpe foi lançado em Minas Gerais e conseguiu o apoio da embaixada americana. A embaixada americana deslocou uma frota dos Estados Unidos em direção ao Brasil para dar apoio ao golpe de estado, que seria liderado por Minas Gerais, com apoio da frota americana. Essa ponte para o futuro é uma convocação para a frota da América, na minha opinião. Em que consiste em essa ‘Ponte para o Futuro’, desses dois campeões de votos, o Wellington e o Michel? Primeiro: extinguir as vinculações orçamentarias, ou seja retirar da legislação ou da estrutura do orçamento da repíblica aquelas vinculações que destinam prioritariamente recursos para a educação e a saúde, significa uma ‘’modernização do sistema da previdência social’’, ‘’significa uma modernização do SUS’’, ou seja, privatizar a previdência e transformar o SUS em uma grande OS. É isso […] Significa rever os programas do Minha Casa Minha Vida, onde há um desperdício muito grande, segundo eles. Rever o sistema do Bolsa Família, porque não contempla, segundo eles, a meritocracia. Tem que fazer um programa grande de privatização, a começar pela privatização da Petrobrás. Eles querem governar para reverter as conquistas sociais. É a revisão da CLT. Ou seja, é

Rever a CLT

Privatizar a Previdência

Privatizar o SUS

Acabar com o Minha Casa Minha Vida

Acabar com o Bolsa Família

Esse que é o programa dos golpistas.

 

Globo e Veja

“A Globo vai morrer gorda. Líder, mas sem a receita que pague os custos incorporados nos anos de opulência. Ela e a TV aberta não comemorarão cem anos”. Segundo Amorim, a Veja também vai morrer gorda. Com muitos assinantes, mas sem anunciantes.

 

Chapa quente

Hoje (28) teve a divulgação de um fato interessantíssimo. Depoimento de um professor universitário, Clóvis Barros Filho. Foi convidado com outros professores universitários para assistir uma reunião de pauta do JN. Willian Borner liga para o ministro (se é que podemos ligar para ministro…) Gilmar, assim como se liga para o diskpizza. “Se você for fazer alguma coisa importante hoje, eu mando o cinegrafista. E a resposta do cinegrafista: “Se você mandar o cinegrafista eu faço!”. Sabe o que é triste? É que não tem um senador do PT que peça o impeachment do Gilmar, porque só o senador pode pedir. Isso não é motivo para o impechment?

 

A obra de Amorim

Lançado em 2015, o livro de Paulo Henrique Amorim já ocupa o topo da lista dos mais lidos, com críticas ácidas à imprensa. O jornalista apresenta o outro lado da mídia por meio de suas vivências profissionais e mostra histórias de cinco décadas nunca antes conhecidas envolvendo poder, jornalismo e grandes atores do cenário nacional.

 

No Blog ‘’Conversa Afiada’’, de Paulo Henrique Amorim, o jornalista Emiliano José classifica a obra e a linguagem utiliza. “Não é raivoso. Mordaz, talvez. Irônico, quase sempre. Jornalista disposto a botar o dedo na ferida, e por isso volta e meia processado por quem não aceita sua interpretação dos acontecimentos. Sempre atento ao contexto, alerta com as lições da história, cuidadoso com a palavra, responsável com ela, sem nunca deixar de fustigar os podres poderes.”

 

Participações

O presidente do Partido dos Trabalhadores de Jundiaí, Arthur Augusto, realizou as apresentações e compôs a mesa com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e Região, Eliseu Silva Costa, a presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região, Fé Juncal  e o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Douglas Yamagata. Ainda estiveram presentes os vereadores Paulo Malerba e Marilena Negro, ambos do PT.

 

Confira a fala de Paulo Henrique Amorim na íntegra no site do Linha Direta:

http://www.linhadireta.org.br/noticia/p/?acao=vernoticia&id=50811

Veja o álbum de fotos da noite de autógrafos em 

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1023276401053387.1073741833.516264635087902&type=3

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