Pioneiras: feministas fazem primeira Marcha das Mulheres em Jundiaí

Pioneiras: feministas fazem primeira Marcha das Mulheres em Jundiaí
10 de junho de 2016 Assessoria de Imprensa

Pioneiras

Feministas fazem primeira Marcha das Mulheres em Jundiaí

Organizadas pelo Grupo Quem Calou Petronilha, mulheres fazem protesto contra a cultura do estupro na Praça da Matriz

 

Neste sábado (11) Jundiaí amanhece com a voz e a força da Marcha das Mulheres que faz seu primeiro protesto na cidade. O objetivo é realizar um grande manifesto contra a cultura do estupro, mostrando que existe sim resistência feminista em Jundiaí. A manifestação tem início às 9 horas, com concentração na Praça do Fórum, e sai às 9h30 pela Rua Barão até a Praça da Matriz.

“Essa resistência não é apenas luta, é reflexão e acolhimento para que outras tantas mulheres que sofreram violência sexual, ou qualquer outro tipo de violência ou abuso, saibam que não estão sozinhas”, diz Mariana Janeiro, integrante do Movimento Feminista de Jundiaí.

A bancária Lívia Bernuci destaca que o protesto é pioneiro, mas que as pautas são históricas. “Precisamos colocar essa questão da violência contra a mulher em pauta na cidade. A sociedade não pode mais tolerar essa cultura de ‘culpabilizar’ a mulher vítima e de dar impunidade aos criminosos”, disse.

Mariana Janeiro lembra que em todo o país tem acontecido forte movimentação de marchas e protestos feministas. “Promover uma marcha aqui, em uma cidade de cunho tão conversador como Jundiaí, é necessário. Precisamos refletir e debater sobre a cultura do estupro, para que fique claro de uma vez por todas que o estupro não é um ato que pode ser relativizado, é um crime hediondo. Que não importa o horário, local, roupa, quantidade de álcool ingerida. A culpa jamais é da vítima”.

 

Um estupro a cada 11 minutos

A violência contra a mulher é um problema complexo, enraizado nos processos de formação da sociedade e exige politicas públicas. Enraizado porque dentro de um domínio patriarcal as questões relacionadas ao gênero encontram dificuldades para serem expostas e dialogadas. Esse domínio, aliado a outros sistemas de dominação, como o racismo e a homofobia, potencializam as violências e reproduzem o triste cenário de um óbito feminino a cada uma hora e meia no Brasil e um estupro a cada 11 minutos.

Agenda

Primeira Marcha das Mulheres de Jundiaí – Contra a Cultura do Estupro

Dia 11 – sábado

9 horas – concentração na Praça do Fórum

9h30 – Marcha até a Praça da Matriz

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