Ponte Torta será palco de ato contra o golpe e em defesa da democracia

Ponte Torta será palco de ato contra o golpe e em defesa da democracia
14 de abril de 2016 Assessoria de Imprensa

Uma multidão está sendo aguardada para o ato “Vem para a Democracia” que acontece nesta sexta-feira (15), na praça Erazê Martinho (Ponte Torta). O ato pela democracia e contra o golpe está sendo promovido pela Frente Brasil Popular de Jundiaí e região, para onde estão convergindo diversos movimentos sociais e partidos políticos de esquerda, como explica o doutor em Educação e coordenador do Projeto São Paulo da Fundação Perseu Abramo, Eduardo Tadeu Pereira. “Estamos formando um núcleo da FBP que lança sua mobilização no dia 15, mas que deve continuar existindo”, disse.

Segundo Eduardo, a Frente, que já se constituiu em nível nacional e estadual, é de suma importância por unificar movimentos populares, sindicais e culturais, militantes da juventude, feministas, movimento negro, LGBT e partidos políticos orientados pela esquerda.

O advogado Arthur Augusto, presidente do PT de Jundiaí, conta que a FBP da região já reúne mais de 30 movimentos. “Esse ato é fundamental nesse momento em que o golpe está em curso. Vamos mostrar que Jundiaí está com o Brasil contra o golpe e a favor da democracia”. Arthur lembra que impeachment sem crime é golpe. “Estão querendo acabar com a democracia pela qual tanta gente lutou, inclusive perdendo suas vidas. É muito grave o que está acontecendo”.

A intenção da direita é acabar com os direitos trabalhistas e com a CLT, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Douglas Yamagata, que participa da Frente Brasil Popular. “Existem 55 projetos com o objetivo de aniquilar os direitos dos trabalhadores e entregar todo patrimônio público ao capital privado. Portanto, devemos ficar atentos às reais intenções de quem está querendo passar por cima das leis e referendar um golpe que não se dará apenas em cima da presidenta, mas principalmente sobre a democracia e sobre os trabalhadores, desconstruindo conquistas históricas e a lógica de crescimento e soberania nacional adquirida ao longo desta última década”, defende.

Diversidades

A FBP surge também para conduzir os movimentos sociais ao protagonismo, fortalecendo a luta e a voz dos movimentos sociais. A jovem Mariana Janeiro, líder do Movimento Feminista em Jundiaí, afirma que toda crítica sexista dirigida à presidente Dilma atinge e fere cada uma das mulheres brasileiras. “As revistas estampam Dilma como louca. Imaginem o que não fazem conosco nas empresas, nas universidades?” Segundo Mariana, a sociedade patriarcal não quer as mulheres nos espaços públicos. “Não nos querem no poder e é por isso que vamos às ruas. Contra o confinamento que nos impõem há séculos. Vamos por Dilma, por todas nós, pela democracia”.

Rose Gouvea, líder do Movimento LGBT de Jundiaí, diz que o ato do dia 15 será um marco para a cidade. “Esse ato será histórico para Jundiaí porque vai reunir uma grande diversidade da nossa sociedade, o que o torna por si só democrático. Bem diferente dos atos realizados na avenida 9 de julho, nos quais apenas uma pequena elite tem participado. Sem dúvida, o povo brasileiro estará representado nesse evento”.

Segundo ela, o objetivo do ato também é o mostrar que Jundiaí tem pessoas que prezam pela democracia. “Diferentemente do que os golpistas imaginam, Jundiaí é sim uma cidade progressista”. E ressalta que o pedido de impeachment não tem nenhum embasamento legal e, portanto, é golpe. “A presidenta Dilma não cometeu nenhum crime de responsabilidade que embase esse processo. É golpe e isso nós não vamos permitir”.

Cultura

Segundo os organizadores, a manifestação também tem a intenção de valorizar a cultura e a diversidade da sociedade. Durante o ato, artistas de diversos gêneros e coletivos culturais e sociais de Jundiaí e região irão se apresentar.

Agenda

O ato “Vem Pra Democracia” acontece na Praça Erazê Martinho, na Ponte Torta, que fica no bairro Vianelo. A concentração é a partir das 16 horas.

mariana janeiro

Mariana Janeiro, líder do Movimento Feminista de Jundiaí

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