PT Jundiaí realiza última reunião de Diretório de 2015

PT Jundiaí realiza última reunião de Diretório de 2015
22 de dezembro de 2015 Assessoria de Imprensa

Entre as várias pautas, ocupação das escolas foi o grande destaque. “Sem dúvida,  esse é o primeiro e mais importante movimento estudantil desde a Ditadura”, disse Rosaura, secretária de Formação do PT.

O Partido dos Trabalhadores de Jundiaí realizou sua última reunião de Diretório ampliada de 2015, no domingo (20), com grande presença da militância. Entre os assuntos debatidos estavam na pauta a Conjuntura Nacional, os desafios para 2016, a criação da Frente em Defesa da Democracia, com a participação de movimentos sociais, CUT, sindicatos, ongs e partidos, o sucesso das manifestações em defesa da democracia, realizados em todo o Brasil, no último dia 16, e que só na avenida Paulista levou mais de 100 mil pessoas a pedirem Fora Cunha! E não ao Golpe!

A ocupação das escolas foi o tema de maior destaque da reunião.  Iniciadas na Escola Estadual Diadema, na região do ABC, na noite do dia 9 de novembro, as ocupações começaram com o objetivo de combater a proposta de reorganização escolar do governo estadual. A ação, no entanto, foi além da intenção inicial, alcançando centenas de escolas e levantando a discussão sobre a qualidade do ensino nas escolas públicas. O movimento derrubou o secretário da Educação, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, e fez com que o governador Geraldo Alckmin revogasse o decreto que instituía mecanismos administrativos para viabilizar a reorganização.

Para a presidente da Apeoesp em Jundiaí, o governo do estado tenta sucatear de vez o ensino público. “As mudanças começaram a ser feitas sem nenhum debate com a sociedade e muito menos com a Apeoesp. A ocupação das escolas é uma resposta dos alunos contra esse atual modelo onde só há corte de verbas e nenhum investimento. Os alunos já estavam antenados com essa realidade a partir de nossa greve, que, sem dúvida, foi a pior dos últimos anos. Eles começaram a compreender o descaso do estado com os professores e a total desvalorização do ensino público. O anúncio do fechamento de 94 escolas foi a gota dágua”.

Os estudantes assumiram o controle das escolas ocupadas, organizando-se na limpeza, segurança, alojamento e inclusive no atendimento à imprensa e a lideranças de movimentos sociais que apoiaram o movimento e doaram aulas especiais durante o período de ocupação. Os vereadores Paulo Malerba e Marilena Negro e sindicatos também deram sua contribuição aos estudantes de Jundiaí e região.

Para a supervisora de ensino, Rosaura Almeida, secretária de Formação do PT Jundiaí, a reorganização proposta pelo governo Alckmin faz parte da política de estado mínimo criada pelo PSDB. “É a política de total precarização do serviço público para posterior privatização”, afirma, ressaltando que o capital precisa reinventar formas de lucrar com o dinheiro público, o que já vem fazendo com a venda de apostilas e os sistemas digitais de ensino, anulando a autoria do professor.

Segregação

O projeto da Secretaria da Educação do Estado previa o fechamento de 94 escolas e a transferência de cerca de 311 mil estudantes para instituições de ensino na região onde moram. O objetivo da reorganização é o de segmentar as unidades conforme a idade e o ano escolar. “É uma verdadeira segregação geracional, ou seja, as gerações (crianças, adolescentes) não podem mais se encontrar durante os 12 anos do ensino fundamental. É isso mesmo queremos ?”, questiona Rosaura.

“A juventude nos deu uma chacoalhada porque acabamos comprando a ideia midiática de que os jovens não queriam saber de nada. Era um movimento de desqualificação dos alunos e professores”, avalia Rosaura. “Sem dúvida,  esse é o primeiro e mais importante movimento estudantil desde a Ditadura”, conclui.

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