Sindicatos se unem num alerta à população sobre ataques contra direitos dos trabalhadores e aposentados

Sindicatos se unem num alerta à população sobre ataques contra direitos dos trabalhadores e aposentados
16 de agosto de 2016 Assessoria de Imprensa

Reunião intersindical deliberou propostas para fazer alerta sobre retrocesso liderado pelo Congresso e o governo interino de Michel Temer
Mais de 40 entidades, entre sindicatos e movimentos sociais, participaram da Reunião Intersindical realizada na manhã de terça-feira (9) na Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região para debater os projetos do governo interino de Michel Temer que atacam a Previdência e direitos trabalhistas.

Com a presença do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, o movimento deliberou propostas no intuito de mobilizar todas as categorias trabalhistas da região. “O país vive um momento de definições anunciando que num curto espaço de tempo haverá de fato a retirada de direitos trabalhistas num ataque sem precedentes na história do país. E muita gente só vai começar a perceber a gravidade quando for tarde demais para reverter”, disse a presidente da AAPJR, Fé Juncal. Segundo ela, a Associação reuniu os sindicatos para consolidar a Unidade nas mobilizações nacional e local, destacando os ataques contra a Previdência, como o fim da pasta como Ministério, a desvinculação do salário mínimo com o piso dos benefícios previdenciários, acabar com o reajuste automático das aposentadorias e a idade mínima para aposentadoria.

O presidente do Sindicato dos Bancários, Douglas Yamagata, disse que embora a questão seja de nível nacional, é de suma importância a mobilização local. “Precisamos criar essa resistência a partir dos municípios. Não podemos deixar que políticos corruptos acabem com uma história secular de luta dos trabalhadores e aposentados. Nosso objetivo é criar esistência em toda a região e com todas as categorias”, afirma.

“Precisamos cobrar uma posição dos políticos locais. O deputado da mesma legenda cria um projeto absurdo e o político local se faz de desentendido. Temos que começar essa luta a partir das cidades”, disse o advogado Vladimir Tavares, do Sindicato dos Bancários.

Segundo Douglas, o trabalhador brasileiro está prestes a levar uma rasteira histórica. “O movimento sindical brasileiro é um dos mais organizados e respeitados do mundo. Um dos objetivos do governo Temer é exterminar nossa força de organização, deixando o trabalhador sem nenhuma defesa com projetos como os que propõem a terceirização, reduzem jornada e salários, retiram o poder de negociação coletiva, suspendem contratos, retiram o poder de fiscalização do Ministério do Trabalho e propõem o fim da CLT”.

O presidente do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e região, Leandro Silva, lembra que trabalhadores aposentados e da ativa nunca sofreram uma ofensiva como esta. “Independente da corrente que seguimos, essa luta é uma bandeira de todos os trabalhadores brasileiros que serão afetados diretamente. Precisamos de muita união e precisa ser agora”.

A também advogada Rose Gouvea destaca que além de absurdos, os projetos que propõem essas reformas são inconstitucionais. Segundo ela, é importante que os movimentos sociais também se unam a essa luta. “Os grupos que historicamente já são estigmatizados, como as feministas, os LGBT, os negros e a periferia devem participar desse movimento, porque se trata de uma grande injustiça social”.

A vereadora Marilena Negro avalia que o momento é oportuno para que os candidatos nas eleições municipais sejam sabatinados sobre o tema. “Precisamos chamar essas pessoas, que só aparecem em época de campanha, e saber o que de fato elas querem para Jundiaí”.

Empoderar o trabalhador

O presidente do Sindicato Alimentício, Edilson Carvalho, ressalta a importância da criação de uma cartilha unificada e a propagação do tema nas mídias (rádio, TV e jornais) para divulgar e empoderar o trabalhador e o aposentado de informações sobre esses ataques.. A mesma fala foi consolidada pelo vice-presidente do Sindicato da DAE, Rodney, que sugeriu ao movimento sindical ocupar as redes sociais.

Diretor do Sindicato de Alimentação, Marcos Tebom, afirma que o envolvimento dos sindicatos, aposentados e movimentos sociais será a forma de barrar os ataques aos direitos trabalhistas e da Previdência. Ele informa que as oito maiores Centrais Sindicais deliberaram no dia 26/07 o plano de luta com Ato na avenida Paulista que acontece no dia 16 de agosto

Bandeira única

Durante o encontro, oito propostas foram deliberadas, entre elas a criação de uma Comissão Intersindical, a elaboração de uma cartilha especial unificada, que será distribuída em toda a região e a divulgação desses projetos nas mídias locais e nas redes sociais. O encontro também deliberou uma caravana para o grande ato que acontece dia 16 na Avenida Paulista com a pauta de “ Garantias de direitos Nem um Direito a Menos” .

A Comissão, que conta com oito sindicatos, se reúne na semana de 22 a 29, para encaminhar as deliberações e marcar novo encontro regional. Mais informações podem ser obtidas na Associação dos Aposentados pelo telefone 11-4583-1195, ou Sindicato dos Bancários pelo telefone 11- 4806 6650.

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